Expandindo sua área de atuação, meu pai contribui, agora, com a ZeroHora.com
Aqui a matéria dele, com chamada de capa e tudo.
sábado, junho 14, 2008
quinta-feira, junho 12, 2008
Também é nosso dia
terça-feira, junho 10, 2008
Onde você compra e vende de tudo
I fall in love with you
There’s nothing, nothing I can do
I fall in love with you
So I run, run, run to you
I’ll find the way is never too late
I give you my world
I’ll find the place is never too late
For love
Loving you
Loving you
My love
(A musiquinha do Mercado Livre, novo toque do meu celular, pode ser baixada aqui).
There’s nothing, nothing I can do
I fall in love with you
So I run, run, run to you
I’ll find the way is never too late
I give you my world
I’ll find the place is never too late
For love
Loving you
Loving you
My love
(A musiquinha do Mercado Livre, novo toque do meu celular, pode ser baixada aqui).
segunda-feira, maio 19, 2008
O ciclone me fez perder o furacão
Cobrindo o ciclone na Avenida Beira-Mar do Litoral Norte, perdi o furacão Internacional que fez 8 a 1 em cima do Juventude no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, na final do Campeonato Gaúcho.
A minha primeira viagem a trabalho poderia ter sido menos traumática, não fosse justamente no fim de semana da decisão. Eu sei que o Grêmio é o principal adversário do Inter no Estado e seria estupidez ou idiotice minha dizer o contrário, mas ocorre que o rival não estava muito bem das pernas e foi eliminado de duas competições em poucos dias, por isso nos restou vencer o Juventude. Sem contar que a rivalidade com o time de Caxias do Sul aumentou exponencialmente nas três derrotas do Inter nesta edição, apelidadas de touca pelos rivais - aqueles mal das pernas, aos quais só restava secar.
Ingresso comprado para domingo. Tudo combinado. Tudo em ordem.
Na sexta-feira anterior, 16h, me chama o Elmi - gremista - com um grito, da mesa do Diego. Sabe quando a gente ouve a voz de alguém e pensa que lá vem bomba? A primeira coisa que vem na minha cabeça de foca é que errei alguma coisa no jornal, estou sendo processada por alguém, vou ser demitida. Quando chego lá, todo me olham com uma certa pena - Elmi, Diego e Polly - ao que penso que alguém da minha família morreu. O Diego - colorado - me olha e despeja:
- Tu tá indo pro Litoral cobrir o ciclone. Vai pra tua casa fazer as tuas malas. Tu mora perto, né? Passa no Administrativo pra pegar o laptop, dinheiro e o celular com o Sandro.
- Eu volto domingo?
- Tu tinha planos para domingo?
Fui para casa, fiz as malas, fui para Torres cobrir o ciclone. A experiência foi maravilhosa. Escrevi muito e falei três vezes na Gaúcha, totalmente enferrujada - não falava em rádio há mais de um ano, quando acabaram as cadeiras da Sandra de Deus na Fabico e tive certeza absoluta de que ficaria no impresso mesmo.
Dormi pouco, como é normal em viagens. Trabalhei bastante, corri bastante, meti o pé na lama e, em alguns casos, em poças d'água, por causa dos alagamentos que o temporal causou no Litoral Norte. Me molhei muito, estraguei meus tênis, comi pouco - tirando a refeição reforçada do café da manhã do hotel.
No domingo, assisti apenas ao primeiro tempo do jogo. Vi os primeiros quatro gols sentada em frente à TV de 29 polegadas no hall do Hotel De Rose, na Avenida Beira-Mar de Torres. Na companhia do motorista e do fotógrado, ambos colorados. Ao segundo tempo não pude assistir. Apenas ouvi mais quatro gols pela Gaúcha, enquanto me dirigia a Tramandaí em busca de cases.
Foi a primeira vez que, de fato, a profissão me exigiu um sacrifício. E paixão é paixão, digo àqueles que não entendem a minha tristeza. Eu perdi uma vitória histórica do Inter, mas, vá lá, ganhei experiência.Nesta foto, tirada pelo grande fotógrafo Valdir Friolin, às margens do Rio Mampituba, na divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina, eu tentava equilibrar o celular, o bloco e o guarda-chuva.
O vento realmente complicou as coisas.
A minha primeira viagem a trabalho poderia ter sido menos traumática, não fosse justamente no fim de semana da decisão. Eu sei que o Grêmio é o principal adversário do Inter no Estado e seria estupidez ou idiotice minha dizer o contrário, mas ocorre que o rival não estava muito bem das pernas e foi eliminado de duas competições em poucos dias, por isso nos restou vencer o Juventude. Sem contar que a rivalidade com o time de Caxias do Sul aumentou exponencialmente nas três derrotas do Inter nesta edição, apelidadas de touca pelos rivais - aqueles mal das pernas, aos quais só restava secar.
Ingresso comprado para domingo. Tudo combinado. Tudo em ordem.
Na sexta-feira anterior, 16h, me chama o Elmi - gremista - com um grito, da mesa do Diego. Sabe quando a gente ouve a voz de alguém e pensa que lá vem bomba? A primeira coisa que vem na minha cabeça de foca é que errei alguma coisa no jornal, estou sendo processada por alguém, vou ser demitida. Quando chego lá, todo me olham com uma certa pena - Elmi, Diego e Polly - ao que penso que alguém da minha família morreu. O Diego - colorado - me olha e despeja:
- Tu tá indo pro Litoral cobrir o ciclone. Vai pra tua casa fazer as tuas malas. Tu mora perto, né? Passa no Administrativo pra pegar o laptop, dinheiro e o celular com o Sandro.
- Eu volto domingo?
- Tu tinha planos para domingo?
Fui para casa, fiz as malas, fui para Torres cobrir o ciclone. A experiência foi maravilhosa. Escrevi muito e falei três vezes na Gaúcha, totalmente enferrujada - não falava em rádio há mais de um ano, quando acabaram as cadeiras da Sandra de Deus na Fabico e tive certeza absoluta de que ficaria no impresso mesmo.
Dormi pouco, como é normal em viagens. Trabalhei bastante, corri bastante, meti o pé na lama e, em alguns casos, em poças d'água, por causa dos alagamentos que o temporal causou no Litoral Norte. Me molhei muito, estraguei meus tênis, comi pouco - tirando a refeição reforçada do café da manhã do hotel.
No domingo, assisti apenas ao primeiro tempo do jogo. Vi os primeiros quatro gols sentada em frente à TV de 29 polegadas no hall do Hotel De Rose, na Avenida Beira-Mar de Torres. Na companhia do motorista e do fotógrado, ambos colorados. Ao segundo tempo não pude assistir. Apenas ouvi mais quatro gols pela Gaúcha, enquanto me dirigia a Tramandaí em busca de cases.
Foi a primeira vez que, de fato, a profissão me exigiu um sacrifício. E paixão é paixão, digo àqueles que não entendem a minha tristeza. Eu perdi uma vitória histórica do Inter, mas, vá lá, ganhei experiência.Nesta foto, tirada pelo grande fotógrafo Valdir Friolin, às margens do Rio Mampituba, na divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina, eu tentava equilibrar o celular, o bloco e o guarda-chuva.
O vento realmente complicou as coisas.
quinta-feira, abril 24, 2008
No Beira-Rio
Primeiro tempo
Quando, aos três minutos de partida, o Paraná fez um gol, eu olhei pro Rafa e sugeri:
- Vamos embora?
- Calma, linda, calma, vai dar.
Sentei em cima do meu casaco vermelho, sentindo o peso da camisa colorada. Rezei brevemente e me levantei de novo.
Um. Dois. Três.
E ficou tudo igual.
Segundo tempo
Quando a meia bicicleta do Nilmar foi pra fora, e ele corria, corria (como corre aquele guri), mas não conseguia acertar uma, olhei de novo pro Rafa:
- Tem que tirar esse guri do time e mandar pra longe. Não faz nada que preste.
- Calma, linda, calma, o guri é bom.
E o Ricardo me mandou respirar.
O Inter fez outro gol. Bola na trave do Clemer. Desespero.
E o Nilmar sofre um pênalti. O Fernandão cobra.
E nós continuamos na Copa do Brasil, com toda bravura que nós é intrínseca.
E eu estava lá.
Quando, aos três minutos de partida, o Paraná fez um gol, eu olhei pro Rafa e sugeri:
- Vamos embora?
- Calma, linda, calma, vai dar.
Sentei em cima do meu casaco vermelho, sentindo o peso da camisa colorada. Rezei brevemente e me levantei de novo.
Um. Dois. Três.
E ficou tudo igual.
Segundo tempo
Quando a meia bicicleta do Nilmar foi pra fora, e ele corria, corria (como corre aquele guri), mas não conseguia acertar uma, olhei de novo pro Rafa:
- Tem que tirar esse guri do time e mandar pra longe. Não faz nada que preste.
- Calma, linda, calma, o guri é bom.
E o Ricardo me mandou respirar.
O Inter fez outro gol. Bola na trave do Clemer. Desespero.
E o Nilmar sofre um pênalti. O Fernandão cobra.
E nós continuamos na Copa do Brasil, com toda bravura que nós é intrínseca.
E eu estava lá.
segunda-feira, abril 21, 2008
Foi assim
O corredor tava cheio de parafusos, porque o Rafa inventou de fazer limpeza e jogou pelo menos uns três gabinetes de computador no lixo, não antes de retirar as memórias (que ele nunca vai usar pra nada, aliás, mas resolveu guardar).
Resolvi varrer o chão.
Quando juntei todos os parafusos em um canto, encostei a vassoura na parede e me abaixei pra pegar a pá do lixo. Mas a vassoura não parou. O cabo bateu forte e, ao invés de ficar, voltou com força e me acertou atrás da orelha.
Está inchado e dolorido e, esta noite, tive febre.
Pretendo ir ao médico ainda hoje, pra que ele me receite um antiinflamatório, só não pensei ainda na mentira que vou contar. Assumir que sou boca-aberta e totalmente desastrada assim, naturalmente e desde sempre, não sei se rola.
Resolvi varrer o chão.
Quando juntei todos os parafusos em um canto, encostei a vassoura na parede e me abaixei pra pegar a pá do lixo. Mas a vassoura não parou. O cabo bateu forte e, ao invés de ficar, voltou com força e me acertou atrás da orelha.
Está inchado e dolorido e, esta noite, tive febre.
Pretendo ir ao médico ainda hoje, pra que ele me receite um antiinflamatório, só não pensei ainda na mentira que vou contar. Assumir que sou boca-aberta e totalmente desastrada assim, naturalmente e desde sempre, não sei se rola.
terça-feira, abril 15, 2008
Saudade do Cassino
Para quem não conhece e, por isso, não sabe o que está perdendo, estão são fotos da minha praia natal. Se o Cassino já é lindo normalmente, que dirá pelas lentes do meu pai.
domingo, abril 06, 2008
Incêndios que cobri
Primeiro incêndio
Yara Fertilizantes, em Porto Alegre
Domingo de Páscoa, dia 22 de março
Thais correndo na freeway para conseguir alcançar a empresa Yara, de fertilizantes, que em chamas formou uma fumaça visível do Centro de Porto Alegre, enquanto o carro do jornal segue com o fotógrafo em busca do melhor ângulo. Chego na barreira policial, mostro o crachá e digo:
- Jornal Zero Hora.
Ao que o brigadiano grita:
- Pode passar.
E, olhando pro outro brigadiano, faz um adorável comentário:
- Só deixa passar a imprensa, porque tem risco de explodir.
E eu sigo caminhado, é claro. Se alguém tiver de explodir, que seja a imprensa, não?
Segundo incêndio
Pontal de Santo Antônio, em Tapes
Sábado, dia 5 de abril
Observei a 15km de distância uma coluna de fumaça que mais parecia uma nuvem, depois de ter percorrido os 103km que separam Porto Alegre do município de Tapes, próximo de Camaquã, ao Sul do Estado. Procurando pessoas na volta para conversar sobre o fogo, que já durava uma semana, encontro um senhor de 83 anos que me olha meio constrangido antes de dizer que cancelou a assinatura da Zero Hora e agora é assinante do Correio do Povo. Eu digo que tudo bem, mas que ele vai sentir falta do jornal. Ele ri, ainda constrangido.
- Há quanto tempo está queimando, o senhor sabe?
- Faz dias.
- E o que o senhor acha de nenhuma autoridade tentar controlá-lo?
- O que falta no país é segurança mesmo. E educação.
- Segurança ambiental, para conter o incêndio?
- Ah, o incêndio? Deve ter sido um pescador fazendo churrasco.
Yara Fertilizantes, em Porto Alegre
Domingo de Páscoa, dia 22 de março
Thais correndo na freeway para conseguir alcançar a empresa Yara, de fertilizantes, que em chamas formou uma fumaça visível do Centro de Porto Alegre, enquanto o carro do jornal segue com o fotógrafo em busca do melhor ângulo. Chego na barreira policial, mostro o crachá e digo:
- Jornal Zero Hora.
Ao que o brigadiano grita:
- Pode passar.
E, olhando pro outro brigadiano, faz um adorável comentário:
- Só deixa passar a imprensa, porque tem risco de explodir.
E eu sigo caminhado, é claro. Se alguém tiver de explodir, que seja a imprensa, não?
Segundo incêndio
Pontal de Santo Antônio, em Tapes
Sábado, dia 5 de abril
Observei a 15km de distância uma coluna de fumaça que mais parecia uma nuvem, depois de ter percorrido os 103km que separam Porto Alegre do município de Tapes, próximo de Camaquã, ao Sul do Estado. Procurando pessoas na volta para conversar sobre o fogo, que já durava uma semana, encontro um senhor de 83 anos que me olha meio constrangido antes de dizer que cancelou a assinatura da Zero Hora e agora é assinante do Correio do Povo. Eu digo que tudo bem, mas que ele vai sentir falta do jornal. Ele ri, ainda constrangido.
- Há quanto tempo está queimando, o senhor sabe?
- Faz dias.
- E o que o senhor acha de nenhuma autoridade tentar controlá-lo?
- O que falta no país é segurança mesmo. E educação.
- Segurança ambiental, para conter o incêndio?
- Ah, o incêndio? Deve ter sido um pescador fazendo churrasco.
sexta-feira, março 28, 2008
Lições da pós (1)
(Pós = minha especialização em Ciências Penais na PUC)
Passei os quatro anos da Fabico discutindo a imparcialidade (inexistente, convenhamos) do jornalista. Eis que, agora, discutimos a imparcialidade (inexistente, convenhamos, de novo) do juiz. Tudo bem, temos mesmo de discutir as obviedades, não temos?
Passei os quatro anos da Fabico discutindo a imparcialidade (inexistente, convenhamos) do jornalista. Eis que, agora, discutimos a imparcialidade (inexistente, convenhamos, de novo) do juiz. Tudo bem, temos mesmo de discutir as obviedades, não temos?
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