sábado, julho 28, 2007

Breve autobiografia de uma recém jornalista

Então tu decides estudar uma coisa que a tua mãe te jura que nunca te dará emprego. Tu decides. E mudas de cidade para ir atrás disso. Leia-se "disso" como "uma vida sem emprego". Mas o Universo conspira e, no terceiro semestre da faculdade, veja só, estás empregada. A carteira assinada traz, com ela, uma responsabilidade maior que a da função - entregar correspondência, ir ao banco, entrar com um globo daqueles de sorteio de loteria gigante dentro da redação. Sim, eu já fiz isso. E tu começas a lidar com pessoas que conhecias apenas de nome e que pareciam infinitamente distantes. Viras jornalista, ali, entre uma carta, um livro, um toco. Perdes fins de semana de festa, perdes noites bem dormidas, perdes as viagens com a turma decididas duas semanas antes (muito em cima da hora para quem depende de escalas). Trabalhas como auxiliar de redação por cinco meses. Depois como fotovix por mais cinco ou seis. Viras copy, função exercida ainda hoje. Escreves pouquíssimas vezes no jornal. Pouquíssimas para ti, muitas para novos auxiliares. Não reclamas nem resmungas demais dos horários e dos fins de semana perdidos. Não por ser Polyanna demais, mas por ter em mente que um dia serias recompensada.

Eis que, quase três anos de Zero Hora depois, uns diazinhos antes de eu finalmente pegar meu diploma, fui chamada para trabalhar por um mês no Segundo Caderno. Depois, por mais quatro meses, prorrogáveis, no ZH Moinhos, na Geral.

Achei justo contar isso hoje porque faço - espero - minha última madrugada. Sofri como poucos fazendo as madrugadas do Copy. Tive duas crises de pânico, chorei, surtei, fiquei doente. Há pouco, quando o meu celular tocou e era do Transporte, dizendo que o carro tava ali embaixo me esperando, pulei da cama, coloquei um blusão qualquer e saí correndo pela porta. No elevador, lembrei da rotina. O mesmo motorista me esperando, o mesmo carro com símbolo gigante da RBS (que inacreditavelmente vai mudar). Já eu estou diferente.

terça-feira, julho 17, 2007

Oito semestres depois


Não tenho mais matrículas a fazer, nem eletivas a disputar. Estou realmente feliz por isso.

domingo, julho 15, 2007

Banca, aniversário e outras coisitas

Tirei 10 na apresentação da minha monografia. Nem preciso dizer o quão feliz fiquei por causa disso. # Vou ser laureada. # Fiz 24 anos no dia 12, o que foi comemorado com duas tortas na redação, vários telefonemas, pizza do Cavanhas e mais de 100 scraps no Orkut. # Ganhei um roller do Ricardo e não vejo a hora de estrear ele no Gasômetro. # Ganhei minha primeira camisa do Inter. Vou no jogo quarta só para estrear ela. # Meu anel de formatura é lindo - sim, na minha família a gente ganha anel de formatura. # Tive minhas primeiras fotos publicadas no ZH Moinhos. # Está tudo indo muito bem, bem demais, chega a dar medo.

domingo, julho 01, 2007

Quase-gêmeas


Somos bem diferentes, eu sei, mas nascemos com menos de um ano de diferença. Hoje é o aniversário dela e daqui a 11 dias, o meu. Parabéns, Cininho.

Ironias

Revista: Galileu
Edição: Julho de 2007
Página: 79
Matéria: Os arquivos bizarros

Os resultados mostraram que o segredo para uma boa conversa é encorajar alguém a falar sobre ela mesma de maneira diferente e divertida. Então, a melhor frase inicial entre homens foi: "Se você estivesse em um programa de TV do tipo 'Estrela por um dia', que celebridade gostaria de ser?". Entre as mulheres que se deram melhor, destacou-se a pergunta: "Se você fosse uma cobertura de pizza, qual seria?". E o que não deveria dizer em um encontro como esse? Uma das frases masculinas de menor sucesso entre as mulheres foi: "Sou PhD em computação".

sábado, junho 23, 2007

Cadê o 007 quando a gente precisa dele?

- Zero Hora, boa noite.
- Olha, o que eu estou para te dizer, nem eu acredito que vou dizer. Tem um bueiro aqui na rua onde eu moro, e sai um cheiro muito forte de enxofre dele.
- Sim.
- E tem uma fumaça que sai dali. É realmente muito estranho. E a gente sente que tem alguma coisa passando ali embaixo.
- Sim.
- Olha, me desculpa se eu pareço louco, mas é lava.
- Como?
- É lava. Lava de vulcão.
- O senhor acha que tem um vulcão embaixo do seu prédio?
- É. Tu tens que ver a fumaça que sai do bueiro e o cheiro de enxofre. Vocês podem mandar uma reportagem do Diário Gaúcho?

quinta-feira, junho 21, 2007

Amadurecimento por Quintana (?)

Estava no meio da janta, comendo panqueca de espinafre no refeitório da Zero Hora, quando recebo uma mensagem da Larissa me dizendo para ler o texto chamado "Amadurecimento", do Mario Quintana. Tem uma mensagem muito bonita. Para mim, trata da conquista da auto-confiança. Na verdade, eu nem tenho certeza se é dele mesmo, ou se é um daqueles que cai na Internet com assinatura Quintana ou Verissimo. Provavelmente seja isso. Mesmo assim, obrigada, amiga.


Aprenda a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você... A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na vida vão mudando... A vida profissional, a monografia de final de curso, as contas a pagar. Mas uma coisa parece estar sempre presente... A busca pela felicidade com o amor da sua vida. Desde pequenas ficamos nos perguntando "quando será que vai chegar?". E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na dúvida "será que é ele?". Como diz o meu pai: "nessa idade tudo é definitivo", pelo menos a gente achava que era. Cada namorado era o novo homem da sua vida. Faziam planos, escolhiam o nome dos filhos, o lugar da lua-de-mel e, de repente... PLAFT! Como num passe de mágica ele desaparecia, fazendo criar mais expectativas a respeito " do próximo". Você percebe que cair na guerra quando se termina um namoro é muito natural, mas que já não dura mais de três meses. Agora, você procura melhor e começa a ser mais seletiva. Procura um cara formado, trabalhador, bem resolvido, inteligente, com aquele papo que a deixa sentada no bar o resto da noite. Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue "imagem e ação" e se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando está de short, camiseta e chinelo. A liberdade, ficar sem compromisso, sair sem dar satisfação já não tem o mesmo valor que tinha antes. A gente inventa um monte de desculpas esfarrapadas, mas continuamos com a procura incessante por uma pessoa legal, que nos complete e vice-versa. Enquanto tivermos maquiagem e perfume, vamos à luta... E haja dinheiro para manter a presença em todos os eventos da cidade: churrasco, festinhas, boates na quinta-feira. Sem falar na diversidade que vai do Forró ao Beatles. Mas o melhor dessa parte é se divertir com as amigas, rir até doer a barriga, fazer aqueles passinhos bregas de antigamente e curtir o som... Olhar para o teto, cantar bem alto aquela música que você adora. Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquele cara que você ama (ou acha que ama), e que não quer nada com você, definitivamente não é o homem da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você.

segunda-feira, junho 18, 2007

Eis ela


Foram pouco mais de três meses. Uns 20 livros e artigos. R$ 60 reais em três cópias encadernadas. Cinco ou seis encontros com a Milena. Mais de 10 telefonemas. Mais de 20 e-mails. Três ataques de choro. Uma quase-desistência. Sete entrevistas. Mais de 175 mil caracteres. Exatamente 117 páginas. Às 15h55mim, entreguei a minha monografia na secretaria da Fabico.

O ESPAÇO DO ELEITOR-LEITOR NOS JORNAIS
ZERO HORA E DIÁRIO GAÚCHO NAS ELEIÇÕES DE 2006

Banca de avaliação no dia 4 de julho, às 15h. Torçam por mim.

sábado, junho 16, 2007

Erro reparado

Ao Augusto, pelas caronas.

terça-feira, junho 12, 2007

Minha monografia

Aos meus pais, por absolutamente tudo.


AGRADECIMENTOS

As minhas irmãs, fundamentais, pela alegria.

A Larissa, pelo apoio e amizade incondicionais.
A Flávia, Raquel, Nessa e Franci, pelas jantas, taças de vinho e risadas.
Aos meus sogros, pelas conversas e xícaras de chá.
Aos meus três cunhados, meus irmãos, pelo carinho.
A minha prima Mônica, pela ajuda.
Aos colegas 2003/2, pela confiança.
A Caramello e ao Paulinho, por me tranqüilizarem.
Aos colegas da Agência RBS, por tornarem tudo mais fácil.
A minha orientadora, pela atenção.

Ao Rafa, pelo companheirismo, pelo amor e pelas distrações.