segunda-feira, dezembro 29, 2008

Meu presente

Este foi o meu presente de Natal para o Rafa. By Paulo Govêa.

sábado, dezembro 27, 2008

Me rendi

Ao Twitter.
Meus comentários da vida em tamanho limitado em www.twitter.com/thaissarda

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Amo

Eu gosto de pensar que o Natal na minha casa é sempre o retrato do caos. E isso é muito divertido, porque nós não temos o perfil das pessoas calmas - vide a foto acima, que até um cachorro tem. Nós comemos peru, sentamos à mesa para cear e nos deliciamos com a salada de maionese maravilhosa da minha mãe. Mas na maior parte do tempo, reina o caos mesmo, entre salgadinhos e gritaria. Com pagode ou este novo estilo de sertanejo ao fundo, este Natal foi regado a Concha Y Toro e Freixenet e a muito amor, que não falta lá em casa.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Presente de Natal



Este foi o presente que ganhei de Natal do Rafa. 
Maravilhoso. 
Quis comprá-lo no primeiro segundo que o vi. 
Amei.
Tá, eu sei, a gente é sem-graça e se entrega os presentes antes do tempo.

terça-feira, dezembro 16, 2008

Radical


Aindei nestes três brinquedos em visita ao Beto Carrero, na semana passada. Um elevador assustador, a FireWhip (maior montanha-russa da América Latina) e a BigTower (com 100 metros de altura em queda livre, a maior do mundo). Corajosa, não?
Mais fotos aqui.

terça-feira, dezembro 09, 2008

Resumo dos últimos 10 dias

29 de novembro: peguei o buquê no casamento da Nani e joguei no chão, no susto. Tá, eu peguei ele de volta depois.

30 de novembro: eu e o Rafa sofremos um acidente de carro enquanto voltávamos de Rio Grande. Em Turuçu, um cara entrou na estrada sem olhar para os dois lados. Não nos machucamos, mas estamos sem carro por tempo indeterminado.

2 de dezembro: ganhei uma viagem pro Beto Carrero, lá na Zero Hora. Vou na próxima quinta-feira.

3 de dezembro: Colorado é campeão de tudo, de todos os títulos. Eu estava lá, torcendo, chorando, sofrendo. Obrigada, meu Inter.

4 de dezembro: minha mãe recebeu um telefonema daqueles de golpe e achou que eu tinha sido seqüestrada, tadinha. O pessoal da Zero teve de me localizar em uma pauta, no Hospital Moinhos de Vento, para tranqüilizá-la.

6 de dezembro: festa da redação no Vitrine Gaúcha com muita Heineken. Última aula da pós.

7 de dezembro: a Raquel chegou dos Estados Unidos, e eu e as gurias fomos esperá-la no aeroporto, com faixa e tudo. Depois fizemos festinha surpresa de aniversário.

8 de dezembro: eu e o Rafa ganhamos mais presentes pra casa nova. Um conjunto de taças maravilhoso.

E assim o ano vai terminando.

quinta-feira, novembro 20, 2008

O trabalho atrapalha o sono quando...

... você sonha que a editoria na qual você trabalha no jornal se transformou em um coral. As pessoas ficam enfileiradas, meninas na frente, e meninos (o que inclui aqueles repórteres que escrevem aqueles textos que você gostaria de ter escrito) atrás. Todos cantando. Numa parte da apresentação, uma das colegas de trabalho faz um solo, enquanto você é responsável pelo backing vocal. E o regente... Ah, o regente só podia ser o editor.
Sim, eu sei, estou precisando de terapia ou férias. Ou as duas coisas.

terça-feira, novembro 04, 2008

Happy together*

Imagine me and you, I do
I think about you day and night, it's only right
To think about the girl you love and hold her tight
So happy together

If I should call you up, invest a dime
And you say you belong to me and ease my mind
Imagine how the world could be, so very fine
So happy together

I can't see me lovin' nobody but you
For all my life
When you're with me, baby the skies'll be blue
For all my life

Me and you and you and me
No matter how they toss the dice, it has to be
The only one for me is you, and you for me
So happy together

I can't see me lovin' nobody but you
For all my life
When you're with me, baby the skies'll be blue
For all my life

Me and you and you and me
No matter how they toss the dice, it has to be
The only one for me is you, and you for me
So happy together

Ba-ba-ba-ba ba-ba-ba-ba ba-ba-ba ba-ba-ba-ba
Ba-ba-ba-ba ba-ba-ba-ba ba-ba-ba ba-ba-ba-ba

Me and you and you and me
No matter how they toss the dice, it has to be
The only one for me is you, and you for me
So happy together

So happy together
How is the weather
So happy together
We're happy together
So happy together
Happy together
So happy together
So happy together (ba-ba-ba-ba ba-ba-ba-ba)

*Amei o comercial do novo Focus, por isso resolvi copiar a letra. A propaganda pode ser vista aqui. Uma homenagem também ao Rafa, que tá de carro novo - mas não é um Focus.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Profissionais

Para o nosso sushi quase profissional, temos agora um barco maravilhoso que meu pai amado fez. Um barco by Sardá. Nem sei se nosso sushi é digno disso.

quinta-feira, outubro 09, 2008

Férias?

Ah, são aqueles dias em que você descansa e recupera as energias?
Não, não.
São aqueles dias em que você aproveita para ler um famoso autor italiano, traduzido para um mediano espanhol, questionando todo o sistema penal existente e desafiando todas as suas crenças no Direito Penal. E depois, você, jornalista, tem de apresentar suas conclusões sobre isso para mais de 30 advogados, inclusive dois famosos criminalistas do Estado.
Viva Ferrajoli.

domingo, outubro 05, 2008

sábado, outubro 04, 2008

A nós, mensageiros

Newspaper, newspaper
Can't take no more
You're here every morning
Waiting at my door

I'm just trying to kiss you
And you stab my eyes
Make me blue forever
Like an island sky

And I'm not pretending that it's all ok
Just let me have my coffee before you take away the day

Conor Oberst, Milk Thistle

Retirado do blog do Firpo.

quinta-feira, outubro 02, 2008

Eu não existia

Em comemoração aos 10 anos de aniversário, o Google criou uma opção de pesquisa que inclui apenas o material indexado até janeiro de 2001. Daí que colocando o meu nome no Google não vem sequer um resultado. A conclusão a que eu chego é de que eu não existia virtualmente naquela época. Sou uma criança, ainda.

quarta-feira, setembro 03, 2008

Prontos para o centenário


Nós temos camisetas novas, presentes de aniversário de namoro - no dia 6, comemoramos quatro anos. 
Não é porque são do Internacional (o que por si só seria suficiente), mas elas são lindas. A da esquerda é a minha, e a da direita, do Rafa. 
Estrearemos ambas no sábado. Com vitória, esperamos.

sexta-feira, agosto 15, 2008

Os primeiros sushis e sashimis


Não é que eu e o Rafa fizemos um curso de preparo de sushi com o chef Seninha, do Sashiburi, e gostamos da idéia?! Parece bom? Pois estava. Depois fomos conferir o restaurante, que não conhecíamos e é maravilhoso.

quarta-feira, agosto 13, 2008

Falcatrua em Rio Grande

Comunicado à imprensa
Tomamos conhecimento da divulgação de uma suposta pesquisa eleitoral atribuída ao Ibope envolvendo os candidatos à prefeitura do município de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Esclarecemos que, até o presente momento, não efetuamos nenhuma pesquisa eleitoral com fins de divulgação no referido município. Informamos, ainda, que os relatórios com resultados de pesquisas realizadas pelo Ibope são entregues aos clientes em formato PDF e os percentuais de intenção de voto não contêm casas decimais. Além disso, esse mesmo relatório é entregue à justiça eleitoral e disponibilizado no site www.ibope.com
Assessoria de imprensa do Ibope

Começaram as falcatruas na corrida à prefeitura de Rio Grande. Se é que pararam por algum momento. Impressionante, a cada quatro anos é assim. Nas últimas eleições, o candidato à reeleição foi impugnado por usar ambulâncias para fazer campanha. Não será por isso que a Metade Sul está ficando para trás? Para piorar, o slogan do atual candidato da situação é "Fazendo Rio Grande bonito". Isso diz tudo. Quem quer uma cidade bonita? Eu quero uma cidade boa de morar, e beleza é o que menos me importa.

terça-feira, agosto 12, 2008

Papo de jornalista

Por ter começado a trabalhar em Zero Hora muito cedo, no terceiro semestre da faculdade, achei que já estivesse imune às piadas que tanto ouvi durante a faculdade. Aquelas típicas dos generalizadores que, por criticarem tudo sem critérios entre o bom e o ruim, têm uma crítica vazia. Pois descubro agora que o pior nem é trabalhar na RBS, mas ser jornalista mesmo.

É uma falência social. Ironicamente, claro. A mesma de que todos os advogados se queixam é ainda pior dentro da classe a que pertencem. Explico: o que mais escuto desde que comecei a minha especialização em Ciências Penais na PUCRS, cercada de mais de 30 bacharéis em Direito e instruída por outros deles, é que o povo - pobre entidade ignorante - acha que o Direito Penal é solução para tudo e que leis mais rígidas serviriam à diminuição da criminalidade.

É claro que eu - na teoria, uma não-ignorante - não acredito nisso. Acredito que a reformulação das leis até poderia ser feita e ajudar, de alguma forma, mas acompanhada de uma revolução social impossível de ser posta em prática. Sem mudanças sociais, nenhuma transformação na lei funciona de fato. Agora vejo que o algoz do Direito é a mídia. Na verdade, quase um bode expiatório. "A culpa da mídia" é a uma das frases mais pronunciadas entre os colegas. Talvez eles estejam brincando, talvez só repitam o que muito ouviram, fico na dúvida.

Mas quando os professores falam isso, a coisa muda de figura. Alguns posam em frente às classes e dizem palavras que só podem disseminar o preconceito, que sempre é ruim, e isso sim me preocupa. Me preocupa muito a soberba na qual os advogados são forjados. Nem consigo mais rir dos que usam terno e gravata para demonstrar sua seriedade, sem de fato precisar do traje - claro que há os que precisam, e as instituições que exigem isso, para mim, são dignas de piedade.

Esta soberba é capaz de fazer exatamente aquilo que eles mais criticam: enquanto o Direito Penal é bode expiatório da sociedade em crise, a mídia é o bode expiatório do Direto Penal decadente. É um jogo de empurra que considero bem fraco. E por considerar fraco, me preocupa que seja tão disseminado dentro das faculdades de Direito, de forma tão irresponsável. Na PUCRS, pela minha experiência de cinco meses, o é.

Nunca aprendi no meu curso de Comunicação da UFRGS que as leis são culpadas pelos crimes, bem pelo contrário. Sempre soube que a sociedade em crise e a falta de esperança eram os principais culpados pela violência. A sociedade puxa o gatilho na mão de um homem desesperado, sem querer parecer piegas. Da mesma forma que os advogados acham graça quando as pessoas pensam que a reformulação das leis pode salvar o Brasil, os jornalistas se divertem com os advogados que pensam que a reformulação da mídia pode salvá-los - ou a seus clientes.

O pior disso tudo é que um dos maiores desafios dos jornalistas é exatamente fazer a ponte entre as leis e a sociedade. Eles, os advogados ou legisladores, escrevem para eles, eles se entendem. A sociedade não os entende, e os jornalistas quebram a cabeça para que consigam entender. E sabe como é chamado todo esse esforço da mídia? Papo de jornalista.

Engraçado, não?

--
Às vezes, gostaria de ser menos inquieta, mas não consigo e cansei de tentar. Agradeço hoje mais do que nunca por ter desistido da minha vaga no Direito da Furg para cursar Jornalismo na UFRGS, tão provocadora.

segunda-feira, julho 07, 2008

Olha a carinha


Essa é, certamente, para mim, a melhor foto da vitória do Inter por três a zero em cima do Coritiba (ontem). Atentem para a cara do Nilmar de "não-tenho-culpa-se-o-juiz-marcou". Perfeita.

Só podia ter sido tirada pelo grande fotógrafo Valdir Friolin, que me deixou roubá-la para colocar aqui. Essa outra é ótima também.


sábado, junho 14, 2008

Pai-Repórter

Expandindo sua área de atuação, meu pai contribui, agora, com a ZeroHora.com

Aqui a matéria dele, com chamada de capa e tudo.

Respeitem a minha dor


Estou viúva e lembro apenas dos tantos bons momentos.
Obrigada e volte logo.

quinta-feira, junho 12, 2008

Também é nosso dia


É muito difícil falar do Rafa. Justamente para mim, que pareço ter palavras para tudo. Então, vou deixar que esta foto fale por si, neste Dia dos Namorados, e agradecer por quatro anos felizes e, claro, imperfeitos.

terça-feira, junho 10, 2008

Onde você compra e vende de tudo

I fall in love with you
There’s nothing, nothing I can do
I fall in love with you
So I run, run, run to you

I’ll find the way is never too late
I give you my world
I’ll find the place is never too late
For love

Loving you
Loving you
My love

(A musiquinha do Mercado Livre, novo toque do meu celular, pode ser baixada aqui).

segunda-feira, maio 19, 2008

O ciclone me fez perder o furacão

Cobrindo o ciclone na Avenida Beira-Mar do Litoral Norte, perdi o furacão Internacional que fez 8 a 1 em cima do Juventude no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, na final do Campeonato Gaúcho.

A minha primeira viagem a trabalho poderia ter sido menos traumática, não fosse justamente no fim de semana da decisão. Eu sei que o Grêmio é o principal adversário do Inter no Estado e seria estupidez ou idiotice minha dizer o contrário, mas ocorre que o rival não estava muito bem das pernas e foi eliminado de duas competições em poucos dias, por isso nos restou vencer o Juventude. Sem contar que a rivalidade com o time de Caxias do Sul aumentou exponencialmente nas três derrotas do Inter nesta edição, apelidadas de touca pelos rivais - aqueles mal das pernas, aos quais só restava secar.

Ingresso comprado para domingo. Tudo combinado. Tudo em ordem.

Na sexta-feira anterior, 16h, me chama o Elmi - gremista - com um grito, da mesa do Diego. Sabe quando a gente ouve a voz de alguém e pensa que lá vem bomba? A primeira coisa que vem na minha cabeça de foca é que errei alguma coisa no jornal, estou sendo processada por alguém, vou ser demitida. Quando chego lá, todo me olham com uma certa pena - Elmi, Diego e Polly - ao que penso que alguém da minha família morreu. O Diego - colorado - me olha e despeja:

- Tu tá indo pro Litoral cobrir o ciclone. Vai pra tua casa fazer as tuas malas. Tu mora perto, né? Passa no Administrativo pra pegar o laptop, dinheiro e o celular com o Sandro.
- Eu volto domingo?
- Tu tinha planos para domingo?

Fui para casa, fiz as malas, fui para Torres cobrir o ciclone. A experiência foi maravilhosa. Escrevi muito e falei três vezes na Gaúcha, totalmente enferrujada - não falava em rádio há mais de um ano, quando acabaram as cadeiras da Sandra de Deus na Fabico e tive certeza absoluta de que ficaria no impresso mesmo.

Dormi pouco, como é normal em viagens. Trabalhei bastante, corri bastante, meti o pé na lama e, em alguns casos, em poças d'água, por causa dos alagamentos que o temporal causou no Litoral Norte. Me molhei muito, estraguei meus tênis, comi pouco - tirando a refeição reforçada do café da manhã do hotel.

No domingo, assisti apenas ao primeiro tempo do jogo. Vi os primeiros quatro gols sentada em frente à TV de 29 polegadas no hall do Hotel De Rose, na Avenida Beira-Mar de Torres. Na companhia do motorista e do fotógrado, ambos colorados. Ao segundo tempo não pude assistir. Apenas ouvi mais quatro gols pela Gaúcha, enquanto me dirigia a Tramandaí em busca de cases.

Foi a primeira vez que, de fato, a profissão me exigiu um sacrifício. E paixão é paixão, digo àqueles que não entendem a minha tristeza. Eu perdi uma vitória histórica do Inter, mas, vá lá, ganhei experiência.

Nesta foto, tirada pelo grande fotógrafo Valdir Friolin, às margens do Rio Mampituba, na divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina, eu tentava equilibrar o celular, o bloco e o guarda-chuva.
O vento realmente complicou as coisas.

quinta-feira, abril 24, 2008

No Beira-Rio

Primeiro tempo
Quando, aos três minutos de partida, o Paraná fez um gol, eu olhei pro Rafa e sugeri:
- Vamos embora?
- Calma, linda, calma, vai dar.
Sentei em cima do meu casaco vermelho, sentindo o peso da camisa colorada. Rezei brevemente e me levantei de novo.
Um. Dois. Três.
E ficou tudo igual.

Segundo tempo
Quando a meia bicicleta do Nilmar foi pra fora, e ele corria, corria (como corre aquele guri), mas não conseguia acertar uma, olhei de novo pro Rafa:
- Tem que tirar esse guri do time e mandar pra longe. Não faz nada que preste.
- Calma, linda, calma, o guri é bom.
E o Ricardo me mandou respirar.
O Inter fez outro gol. Bola na trave do Clemer. Desespero.
E o Nilmar sofre um pênalti. O Fernandão cobra.
E nós continuamos na Copa do Brasil, com toda bravura que nós é intrínseca.
E eu estava lá.

segunda-feira, abril 21, 2008

Foi assim

O corredor tava cheio de parafusos, porque o Rafa inventou de fazer limpeza e jogou pelo menos uns três gabinetes de computador no lixo, não antes de retirar as memórias (que ele nunca vai usar pra nada, aliás, mas resolveu guardar).
Resolvi varrer o chão.
Quando juntei todos os parafusos em um canto, encostei a vassoura na parede e me abaixei pra pegar a pá do lixo. Mas a vassoura não parou. O cabo bateu forte e, ao invés de ficar, voltou com força e me acertou atrás da orelha.
Está inchado e dolorido e, esta noite, tive febre.
Pretendo ir ao médico ainda hoje, pra que ele me receite um antiinflamatório, só não pensei ainda na mentira que vou contar. Assumir que sou boca-aberta e totalmente desastrada assim, naturalmente e desde sempre, não sei se rola.

terça-feira, abril 15, 2008

Saudade do Cassino

Para quem não conhece e, por isso, não sabe o que está perdendo, estão são fotos da minha praia natal. Se o Cassino já é lindo normalmente, que dirá pelas lentes do meu pai.


Navio naufragado na costa de Rio Grande é atração turística


Imagina ver isso com os pés na areia


A lua também é mais bonita quando não há prédios altos em volta

domingo, abril 06, 2008

Incêndios que cobri

Primeiro incêndio
Yara Fertilizantes, em Porto Alegre
Domingo de Páscoa, dia 22 de março


Thais correndo na freeway para conseguir alcançar a empresa Yara, de fertilizantes, que em chamas formou uma fumaça visível do Centro de Porto Alegre, enquanto o carro do jornal segue com o fotógrafo em busca do melhor ângulo. Chego na barreira policial, mostro o crachá e digo:
- Jornal Zero Hora.
Ao que o brigadiano grita:
- Pode passar.
E, olhando pro outro brigadiano, faz um adorável comentário:
- Só deixa passar a imprensa, porque tem risco de explodir.
E eu sigo caminhado, é claro. Se alguém tiver de explodir, que seja a imprensa, não?

Segundo incêndio
Pontal de Santo Antônio, em Tapes
Sábado, dia 5 de abril


Observei a 15km de distância uma coluna de fumaça que mais parecia uma nuvem, depois de ter percorrido os 103km que separam Porto Alegre do município de Tapes, próximo de Camaquã, ao Sul do Estado. Procurando pessoas na volta para conversar sobre o fogo, que já durava uma semana, encontro um senhor de 83 anos que me olha meio constrangido antes de dizer que cancelou a assinatura da Zero Hora e agora é assinante do Correio do Povo. Eu digo que tudo bem, mas que ele vai sentir falta do jornal. Ele ri, ainda constrangido.
- Há quanto tempo está queimando, o senhor sabe?
- Faz dias.
- E o que o senhor acha de nenhuma autoridade tentar controlá-lo?
- O que falta no país é segurança mesmo. E educação.
- Segurança ambiental, para conter o incêndio?
- Ah, o incêndio? Deve ter sido um pescador fazendo churrasco.

sexta-feira, março 28, 2008

Lições da pós (1)

(Pós = minha especialização em Ciências Penais na PUC)

Passei os quatro anos da Fabico discutindo a imparcialidade (inexistente, convenhamos) do jornalista. Eis que, agora, discutimos a imparcialidade (inexistente, convenhamos, de novo) do juiz. Tudo bem, temos mesmo de discutir as obviedades, não temos?

sábado, março 08, 2008

Em homenagem ao Dia da Mulher

Hoje andei de carro sozinha - apenas com o rádio ligado, sem ter alguém para me dizer onde dobrar e que marcha colocar - pela primeira vez. E foi uma rota grande, que incluiu Protásio Alves, Perimetral e Ipiranga, importante avenidas de Porto Alegre.
Tive problemas com o limpador traseiro, que por algum motivo não pára nunca de mexer para um lado e para o outro, não adianta apertar todos os botões do painel (Rafa, calma, eu não apertei todos os botões do painel, é força de expressão). Correu tudo bem, sem batidas, ao menos.
Confesso que na hora de deixar o carro no estacionamento da Zero Hora, na busca pela melhor vaga (aquela que tem um árvore em cima, dando sombra), tive de manobrar uma vez para trás e para frente e deixei o carro apagar, mas é que a embreagem dele é complicada mesmo.
No posto de gasolina, quando abasteci, tenho quase certeza de que o cara sabia que era a minha primeira vez dirigindo sozinha. Mas como ele me desejou um feliz Dia da Mulher, ficou tudo bem. É que eu parei o carro muito longe da bomba, entendo ele.

Obrigada, Rafa, por mais esta demonstração de confiança.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Com a CNH em punho

Primeira volta no Clio, sob o atento olhar do Rafa:

- Tem que reduzir pra segunda, linda.
- Vai até a Ipiranga, linda.
- Tem que trocar de pista, linda.
- Tu vai dobrar à esquerda, linda.
- Pode dobrar em terceira, linda.

E a, de longe, mais irritante:

- Olha o ciclista, olha o ciclista, olha o ciclista.
- Eu vi o ciclista. Lembra como tu odeia quando eu fico te avisando das coisas?
- Lembro.

domingo, fevereiro 24, 2008

Sorte do dia no Orkut

Your principles mean more to you than any money or success.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Raphaël

por Carla Bruni

Quatre consonnes et trois voyelles
C'est le prénom de Raphaël
Je le murmure à mon oreille
Et chaque lettre m'émerveille
C'est le tréma qui m'ensorcelle
Dans le prénom de Raphaël
Comme il se mêle au a au e
Comme il les entre-mêle au l

Raphael à l'air d'un ange
Mais c'est un diable de l'amour
Du bout des hanches
Et de son regard de velours
Quand il se penche
Quand il se penche
Mes nuits sont blanches
Et pour toujours
Hmm

J'aime les notes au goût de miel
Dans le prénom de Raphaël
Je les murmure à mon réveil
Entre les plumes du sommeil
Et pour que la journée soit belle
Je me parfume Raphaël
Peau de chagrin pâtre éternel
Archange étrange d'un autre ciel
Pas de délice pas d'étincelle
Pas de malice sans Raphaël
Les jours sans lui deviennent ennui
Et mes nuits s'ennuient de plus belle
Pas d'inquiétude pas de prélude
Pas de promesse à l'éternel
Juste le monde dans notre lit
Juste nos vies en arc en ciel

Raphaël a l'aire d'un sage
Et ses paroles sont de velours
De sa voix grave
Et de son regard sans détour
Quand il raconte
Quand il invente
Je peux l'écouter
Nuit et jour
Hmm

Quatre consonnes et trois voyelle
C'est le prénom de Raphaël
Je lui murmure à son oreille
Ca le fait rire comme un soleil

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

O maldito pisca esquecido na baliza

Sim, treinei 20 vezes e mesmo assim esqueci o pisca.
Mas, depois de um percurso sem erros, sou uma das mais novas condutoras do pedaço - a outra é a Mi.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Nossas aventuras no feriadão de Carnaval no Uruguai

> Relatarei aqui todos os problemas que enfrentamos na viagem para o Uruguai, no feriadão de Carnaval. Depois de batalhar pelo fim-de-semana, me arrependi profundamente de não ter escolhido a Páscoa. Abaixo, os menores e os mais dramáticos momentos.

1. Na saída de Porto Alegre, rumo a Santa Vitória do Palmar, resolvemos pegar a Estrada do Conde, só para economizar o primeiro pedágio, que custa míseros R$ 6. Depois de passarmos por Guaíba, demoramos mais de 15 minutos parados tentando voltar para a rodovia. Isso depois de demorar mais de 20 minutos para conseguir sair de Porto Alegre. Enfim, seis pilas na carteira.

> Passamos a primeira noite na Praia do Hermenegildo, onde os pais do Rafa passam o verão. Depois fomos pro Chuy e, de lá, para o Parque Santa Tereza, acampar.

2. Já no acampamento, choveu.

3. O Rafa fez um churrasco maravilhoso de costela no sábado (dia2), mas quando foi passar com o prato, a carne toda cortadinha, a Cine deu um soco enquanto fazia um movimento meio exagerado dançando em volta da fogueira, e tudo foi parar no chão. A picanha não cozinhou direito e comemos carne crua.

> Fomos para Punta Del Este.

4. Choveu pelos cinco minutos que resolvemos tirar fotos com os dedinhos. Sim, apenas por esse período. Quando passamos de carro na frente deles, na hora de ir embora, já tinha parado de chover.

> Fomos para La Paloma.

5. Não conseguimos encontrar hotel, estava tudo lotado, e acabamos ficando em um apartamento meio estranho, que tinha um quadro com sapos que o Rafa escondeu de mim. No quarto, não tinha lençol, então dormimos em cima de um cobertor.

6. O carro começou a mostrar que estava estragado. E teve de ficar a noite toda na rua, porque o apartamento não tinha garagem.

7. O Rafa também começou a dar sinais de que estava estrag..., ops, doente. Por causa disso, ficamos apenas 20 minutos em uma pizzaria e dormimos às 23h. E assim foi nossa noite em La Paloma.

8. O pão que comprei para o café da manhã estava mofado, nojento. Fui ao supermercado trocar e vi que todos os outros na prateleira estavam mofados. Resolvi comprar uma baguete, recém saída do forno, bem quentinha. Quando olho, está a atendente usando um pano sujo, desses de lavar pia, para tirar a baguete do forno. Que nojo. Peguei eu um pedaço de papel e tirei outra.

9. Fomos parar em uma oficina mecânica, mas o cara não conseguiu resolver o problema, depois de mais de uma hora mexendo no motor do carro.

> No meio da tensão, voltamos para o Forte em busca de ao menos uma noite agradável. Neste momento o Rafa diz a frase mágica: "o que mais pode acontecer?"

10. Compramos um galão de cinco litros d'água e carne pro churrasco. Ao chegarmos no acampamento, constatamos que o galão tinha estourado e quase os cinco litros d'água estavam dentro do Cliozinho. Molhou o porta-malas, o banco, a caixa acústica e o carpete.

> Mais um erro, o Rafa repete: "mas agora não pode acontecer mais nada!"

11. Ele ficou de cama, doente. Eu tive de fazer o fogo e o churrasco e dormir às 23h, de novo, para dar água de hora em hora para o Rafa.

12. Voltamos para Santa Vitória de Clio, mas tivemos de pegar o Uno do pai do Rafa para voltar para Porto Alegre, o que nos motivou uma nova viagem ao Hermenegildo no fim de semana seguinte, para buscá-lo.

> Foi ruim, mas foi bom, eu confesso. Tanto que as fotos estão documentadas aqui.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Em busca da CNH (2)

Segundo dia de aula prática. Thais e o Palio da auto-escola na Avenida João Pessoa. De um lado, o corredor de ônibus com vários veículos gigantescos. De outro, um caminhão velho caindo aos pedaços que, eu posso jurar, estava tentanto entrar na minha pista. E o instrutor tem a coragem de dizer:
- Respira, Thais.
Em seguida, imaginem, entrei na Avenida Ipiranga.

O que eu estava fazendo em...

A Mirella me lançou o desafio, então eu faço.

... 1978
Com recém um ano de casados, seu Sardá e dona Mara já estavam esperando a Michelle, a primogênita. Ela nasceu em abril do ano seguinte e eu nem devia estar nos planos ainda.

... 1983
No dia 12 de julho, à noite, em horário nobre, eu vim ao mundo na cidade mais antiga do Estado, Rio Grande. Ainda no fim daquele ano, minha mãe já esperava minha irmã caçula, a Francine.

... 1988
Com cinco anos, já estava indo à escolinha, no Criança Feliz, em Rio Grande, onde me explicaram porque a minha cidade é pioneira em tudo. Era perto de casa e de onde minha mãe trabalhava. Não me lembro direito, mas eu e minha mãe presenciamos uma caça a um bandido ali na frente, o que não era muito comum naquele tempo.

... 1993
Com 10 anos, eu freqüentava o Mingau, na Sociedade Amigos do Cassino (Sac). Era uma festinha bem concorrida, naquela época. Tinha o negócio de esperar um guri me tirar pra dançar e fazer a Macarena em fila, mas eu ia mesmo pelo guaraná e pela batata-frita. Minha mãe e meu pai ainda não me deixavam esticar a noite na Avenida Rio Grande, no Cassino. Foi uma conquista mais pra frente.

... 1998
Com 15 anos, tive meu primeiro namorado, que não durou até o fim do ano. Já saía tranqüilamente à noite e já era inseparável da Lara, com quem, inclusive, fazia as festas. Tempo de Jack Tequila e de Piratas, na beira da estrada Rio Grande-Cassino.

... 2003
Passei no vestibular para Direito, na Furg, e para Jornalismo, na Ufrgs, e optei pelo segundo. Me mudei para Porto Alegre, terminei um namoro de três anos e comecei outro, que se revelou um fracasso completo. Morava sozinha na Capital, embora na teoria dividisse o apartamento com a minha prima. Conheci a Flavinha, a Raquel, a Nessa e a Franci. Fui ao primeiro Congresso de Jornalismo.

terça-feira, janeiro 29, 2008

Em busca da CNH


A prova teórica foi ontem.
Tudo certo.
27 pontinhos mais do que suficientes para passar.
A moça na minha frente fez 20, tadinha, saiu desolada.
Hoje foi a primeira aula prática.
Se tudo correr conforme o esperado, ainda em fevereiro eu faço a prova.

Muito divertido.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Ele é o cara



E eu sou a segunda gaivotinha de cima para baixo, nesta simbologia toda que o meu pai criou.

domingo, janeiro 20, 2008

Eu e a Lara



Formatura da Lara - 19/01/2008

Eu pensei em contar a história por detrás desta foto. É uma longa história, porque essas lágrimas são cultivadas há mais de 10 anos. Somos melhores amigas no sentido mais piegas da expressão. Melhores amigas mesmo, assumidas. Dessas que na adolescência se mandavam cartas gigantescas e faziam juras de amor eterno. Dessas que não têm vergonha de dizer "eu te amo" ou "eu te odeio". Dessas, aliás, que ainda fazem juras de amor eterno.
No momento em que vi a Lara entrando com a toga e de faixa vermelha, rumo ao palco onde receberia seu diploma de bacharel em Direito, veio tudo à cabeça. Pensei no dia em que ela passou no vestibular e a sujamos toda. Pensei na primeira vez que tomei um porre de tequila, uma dose apenas que foi mais do que suficiente, e me escondi debaixo da cama, totalmente alcoolizada, fazendo ela me procurar pela casa inteira. Em quando dei o meu primeiro beijo e ela tava ali do lado, torcendo, espionando. Ou quando eu me formei, há alguns meses, e vê-la me fez chorar copiosamente. Ou na vez que ela teve uma grande decepção e desceu de um ônibus no meio da estrada, ao que desci correndo atrás. Lembrei dos momentos em que estou triste e, do nada, chega uma mensagem dela no meu celular, me fazendo lembrar de bons motivos para ser forte. Ou quando estava em crise, e ela me falava - ainda fala - poucas frases que esclareciam tudo. Ou quando ela sofria de amor e chorava no meu colo. Ou quando a gente ia para o Cassino no inverno e caminhava na praia, mesmo com o frio, fazendo planos de um dia morar na beira do mar e casar de pés descalços. Ou quando ela correu atrás de mim para o banheiro, em uma dessas festas, porque fugi aos prantos ao ver quem julgava ser o amor da minha vida de mãos dadas com outra. Ou quando a gente ficava vendo TV e comendo negrinho de tarde, sem fazer nada, em um silêncio que nem por um minuto foi desconfortável. Ou quando ela me dava o cobertor de lã de ovelha (eu sempre achava que eram penas) para dormir, no inverno, porque era mais quentinho. Ou quando queimamos a testa, juntas e no mesmo exato lugar, usando uma chapinha arcaica que minha mãe tinha, toda de ferro. Ou quando comprávamos um copo de Coca e um de vodka e bebíamos com um canudo de cada lado da boca. Ou quando ela brigou comigo porque não tinha dito "muito obrigada" a uma vendedora. Ou quando fomos parar no hospital depois de uma noite exagerada dela - e, por isso, minha mãe me deixou de castigo. Ou quando ela me deu um pijama de ursinho que tenho até hoje, no meu aniversário. Ou quando ela ia as minhas apresentações do coral e decorava as letras. Ou nas incontáveis horas que passávamos ao telefone, mesmo depois de um dia todo juntas.
Pensei nisso tudo. É isso, e muito mais, que representam as lágrimas da foto.